

EDP é uma empresa portuguesa do ramo da produção/distribuição de electricidade em alta, média e baixa tensão.


O grupo EDP é composto por várias empresas, cujas actividades estão centradas nas áreas de produção (EDP Produção e NEO) e de distribuição (EDP Distribuição) de energia eléctrica e tecnologias de informação, mas abrangem também outras áreas complementares e relacionadas, como as da água, gás, engenharia, ensaios laboratoriais, formação profissional ou gestão do património imobiliário.
História da EDP

A EDP - Electricidade de Portugal, foi constituída em 30 de Junho de 1976, em resultado da nacionalização e fusão das principais empresas do Sector Eléctrico Português.
A EDP constituía-se como uma empresa verticalizada, responsável pelo transporte e distribuição de energia eléctrica em Portugal e por 95% da sua produção.
A EDP foi, então, confrontada com 3 desafios fundamentais:
- a electrificação do País;
- a modernização e extensão das redes de Transporte e Distribuição, do planeamento e construção do parque electroprotudor nacional;
- o estabelecimento de um tarifário único para todos os clientes.
Em meados da década de 80 a rede de distribuição da EDP cobria 97% do território de Portugal Continental e assegurava 80% do fornecimento de energia eléctrica em Baixa Tensão.
Em 1991, o Governo decidiu alterar o estatuto jurídico da EDP, de Empresa Pública para Sociedade Anónima.

Em 1994, depois de uma profunda reestruturação, foi constituído o Grupo EDP.
Em Junho de 1997 ocorre a primeira fase de privatização da EDP, tendo sido alienado 30% do capital. Uma operação de grande sucesso em que a procura superou a oferta em mais de trinta vezes. Mais de oitocentos mil portugueses (cerca de 8% da população) tornam-se accionistas da EDP.
Seguiram-se cinco fases de privatização: Maio de 1998, Junho de 1998, Outubro de 2000, Novembro de 2004 e Dezembro dde 2005.
Hoje, a EDP detém cerca de 21% das acções, estando 79% do capital nas mãos de accionistas privados.
Dão-se, em 1996, os primeiros passos na internacionalização do Grupo.
A EDP passa a desenvolver a sua actividade principal no sector da energia na Península Ibérica.
Passa a estar presente no negócio do gás, assumindo-se como o segundo maoir operador de gás tanto em Portugal como em Espanha.
No Brasil, a EDP passa actuar nos negócios de geração, distribuição e comercialização de energia eléctrica através da EDP - Energias do Brasil.

Em 2004, o sorriso passa a ser a imagem de marca da EDP e a empresa altera a sua designação para Energias de Portugal.
A EDP Hoje
A EDP é, hoje:
- A maior empresa industrial de Portugal.
- Um dos maiores grupos económicos portugueses.
- O maior produtor de electricidade do país.
- Tem 9,7 milhões de clientes de electricidade e 750 mil clientes de gás.
- Tem mais de 13500 trabalhadores.
- A 13ª maior empresa europeia de electricidade.
- Distribui 99% da electricidade em Portugal.
- Produz 80% da electricade em Portugal.
- Tem um volume de negócios de 10,3 milhões de Euros.
- Tem uma potência instalada de 13 470 MW.
- Tem um consumo de energia eléctrica acima de 4 958 GWh.
Mais recentemente, a EDP é o 3º maior operador ibérico no sector da energia eólica.
Em 2006, 35% da electricidade da EDP foi produzida a partir de fontes de energia renováveis.
Com a recente aquisição da norte-americana Horizon Wind Energy, a EDP tornar-se-á até final de 2007, na 4ª maior empresa a nível mundial no sector da energia eólica, com mais de 3800 MW de capacidade de produção eólica.
Conselho de Administração Executivo
- António Nuno Mexia - Presidente do Conselho de Administração Executivo
- Ana Fernandes - Vogal do Conselho de Administração Executivo
- António Martins da Costa - Vogal do Conselho de Administração Executivo
- António Pita de Abreu - Vogal do Conselho de Administração Executivo Abrir
- João Manso Neto - Vogal do Conselho de Administração Executivo
- Jorge Cruz Morais - Vogal do Conselho de Administração Executivo
- Nuno de Almeida Alves - Vogal do Conselho de Administração Executivo
O mandato do actual Conselho de Administração Executivo teve início na Assembleia Geral de 30 de Março de 2006, e tem uma duração de 3 anos, de acordo com o Contrato de Sociedade.
Principais centros produtores
Fuel/Carvão/Gás
- TER - Termoeléctrica do Ribatejo (SENV) MW 1176 (3x392)
- Central termoeléctrica de Sines 1192 MW
- Central termoeléctrica de Setúbal 946,4 MW
- Central termoeléctrica do Carregado 710,2 MW (4x118,45+118,2)
- Central Termoeléctrica do Barreiro 56 MW
- Central Termoeléctrica de Tunes 165 MW (Turbinas à Gas)
- Alto de Mira 135 MW (Turbinas à Gas)
Hidroeléctricas
CÁVADO-LIMA
- Alto Lindoso (Rio Lima) 630 MW (2x315)
- Lindoso (Rio Lima) 44,1 MW (2x7,35+2x14,7)
- Touvedo(Rio Lima) 22 MW (1x22)
- Vilarinho das Furnas (Rio Homem) 125 MW (60+65)
- Vila Nova-Venda Nova (Rio Rabagão) 90 MW (3x30)
- Frades (Rio Rabagão) 191,4 MW (2x95,7)
- Alto Rabagão (Rio Rabagão) 68 MW (2x34)
- Caniçada (Rio Cávado) 62 MW (2x31)
- Vila Nova-Paradela (Rio Cávado) 54 MW (1x54)
- Salamonde (Rio Cávado) 42 MW (2x21)
- Ermal (Rio Ave) 10 MW (2x5)
DOURO
- Miranda (Rio Douro) 369 MW (3x60+189)
- Picote (Rio Douro) 195 MW (3x65)
- Bemposta (Rio Douro) 240 MW (3x60)
- Pocinho (Rio Douro) 186 MW (3x62)
- Valeira (Rio Douro) 240 MW (3x80)
- Vilar-Tabuaço (Rio Távora) 58 MW (2x29)
- Varosa (Rio Varosa) 25 MW (1x10,5+1x7,5+1x7)
- Régua (Bagaúste) (Rio Douro) 180 MW (3x60)
- Carrapatelo (Rio Douro) 201 MW (3x67)
- Torrão (Rio Tâmega) 140 MW (2x70)
- Cretuma-Lever (Rio Douro) 117 MW (3x39)
TEJO-MONDEGO
- Caldeirão (Rio Caldeirão) 40 MW (1x40)
- Aguieira (Rio Mondego) 336 MW (3x112)
- Raiva (Rio Mondego) 24 MW (2x12)
- Sabugeiro I (Ribeira da Lagoa) 12,8 MW (2x??+1x??)
- Sabugeiro II (Ribeira da Lagoa) 10 MW (2x10)
- Desterro (Rio Alva) 13,2 MW (2x6,6)
- Ponte de Jugais (Rio Alva) 20,3 MW (2x??+1x??)
- Vila Cova (Rio Alva) 23,4 MW (2x11,7)
- Santa Luzia (Ribeira de Unhais) 24,2 MW (2x12,2)
- Castelo do Bode (Rio Zêzere) 159 MW (3x59)
- Cabril (Rio Zêzere) 108 MW (2x54)
- Bouça (Rio Zêzere) 22 MW (2x22)
- Fratel (Rio Tejo) 132 MW (3x44)
- Belver (Rio Tejo) 80,7 MW (4x??+1x??+1x??)
- Pracana (Rio Ocreza) 41 MW (2x16+1x25)
Estrutura accionista
O capital social da EDP em Dezembro de 2006 era de cerca de 3 700 milhões de Euros, repartidos aproximadamente da seguinte forma [1]:
- Estado português - Através da Parpública (20,49%) e da CGD (5,24%)) - 25,73%
- BCP e Fundo de Pensões do BCP - 3,38%
- Iberdrola (Espanha) - 9,5%
- CAJA DE AHORROS DE ASTURIAS (CajAstur) (Espanha) - 5,53%
- Banco Espírito Santo – 2,86%
- JOSÉ DE MELLO - Soc. Gestora de Participações Sociais, S.A. - 2,00%
- PICTET ASSET MANAGEMENT - 2,86%
- SONATRACH - 2,03%
- EDP (acções próprias) - 0,55%
- Restantes accionistas - 45,87%
A Geocapital, fundo de Macau ligado a Stanley Ho, tem uma participação estimada em 2%. Não consta da lista oficial.