Enciclopédia
09 Fevereiro 2010 - 02:32:06

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História do Senegal
História da República do Senegal

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Museu Nacional em Dakar

Na Pré-História 10.000 anos antes da nossa era, encontramos vestígios dos primeiros agricultores , os seus utensílios e cerâmica, mais os esqueletos, encontrados na próxima ilha de Cabo Verde, e na região do rio e no Senegal Oriental. O país tem igualmente uma vasta zona megalítica, que se estima estar datada de 3.000 anos A.C.
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Circulos de Pedra

Os primeiros Reinos e as muitas dominções foram sucedendo desde a chegada dos Dyago, de origem berbére, por volta do ano 850.
Os Almorávidas, de raízes mulçumanas, tiveram a sua grande epopeia durante o XI século. Partindo da Mauritânia eles começaram a converter os povos a religião animista, ficando conhecidos como Toucouleurs.

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Guerreiros Almorávias


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Os seus últimos descentes tornaram-se
sedentários, com os Wolofs abandonando o Tekrour para Oeste, onde fundaram o Reino de Dlolof e os Sérères que instalaram no vale do Sine Saloum. A meio do século XIII nasceu o Império do Mali, a Este do do Senegal, sobre as antigas terras do Império do Ghana. Os Sarakolés e os Socés ou os Mandingos são as etnias dominantes. O império guardará todo o seu prestígio durante 2 séculos, terminado depois. Os imperadores, os Mandingos, descendem da região de Casamance. è a época onde se criou o grande Império do Djolof, que se vai reforçar no século XV.






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A dominação estrangeira tiveram os portugueses como os primeiros europeus a acostar ao Senegal no século XV. Os escravos são
embarcados com Portugal como destino, apanhados de surpresa, com mais menos acordo e com o benefício dos chefes africanos.

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Casa dos Escravos na Ilha de Gorée

O
negócio era realizado por troca directa. Estabelecendo-se importantes tratados pelos quais transitavam, os escravos, o ouro, as especiarias, a borracha ou o marfim. A dominação comercial foi tomada pelos holandeses no final do século XVI, sucedendo-lhes os franceses e os ingleses. O tratado dos escravos leva uma nova volta no século XVI. Agitado pelos europeus que querem substituír os índios dizamados no Novo Mundo.

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O tratado organiza-se e posiciona as forças humanas do país,
tornando-as desumanas. Parqueados no subsolo das casas de comércio de Gorée, grandes números de escravos morriam antes mesmo de embarcarem nos navios que faziam a rota das Antilhas ou da América.

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Saint-Louis

Sob Luís XIV, um acapamento fortificado foi instalado
na ilha se Ndar, na embocadura do rio Senegal. Foi assim criada Saint Louis em honra ao Rei de França. De 1677 a 1815, a rivalidade entre a França e a Inglaterra não conhece tréguas. Com o Tratado de Paris, em 1815, a França começa a marcar o seu espaço no norte do país. A escravatura é aí abolida definitivamente, em 1848, a reconversão económica torna-se um problema.
 
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Na Era Faidherbe os ingleses que tinham invadido Saint Louis em 1809, aí permaneceram até ao Tratado de Paris. Em 1817, a
colónia é de novo ocupada pelos franceses. Em 1841 introduziram a cultura do amendoim, planta que viria a ter um papel decisivo no futuro económico do país. Alguns anos mais tarde , em 1854,  Faidherbe é nomeado governador e toma as rédeas da oraganização administrativa e da conquista territorial. Após ter reforçadoa a cidade de Saint Louis, ele empreende a reconstrução dos fortes no rio. Ele continuou com a luta contra os Mauritanos e os Toutcouleurs, antes bater o rei Mohamed el Habib, ocupando assim toda a parte norte do Senegal. Em 1858, é a vez de El Hadj Omar Tall, um marabout da região de Podor, de se opôr á penetração francesa.
Ele é obrigado a libertar a bacia de Faléme para os franceses.



Dakar é fundada em 1857 por Pianet Laprade e dá á França o meio de controlar a costa. Os Diolas são vencidos em 1865. Não resta mais aos franceses que comprar Ziguinchor aos portugueses para exercer uma dominação práticamente total do Senegal.

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Faidherbe decidiu a construção de uma linha de caminho-de-ferro entre Dakar e Saint Louis, para transportar o amendoim, mas para isso teve de enfrentae a oposição de Lat Dior. Este último foi morto e Cayor anexado anexado em 1896.

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A partir de 1895 , a criação do governo geral fez do Senegal a sede da A.O.F(África Ocidental Francesa). Na época a produção de amendoim representa 70% das exportações. Saint Louis e Gorée perdem para Dakar o papel de capital da A.O.F. em 1902. A incompreensão entre franceses e senegaleses intensifica-se, agravada pela criação de um imposto em 1901. Esta medida destabiliza a economia e acentua a oposição dos senegaleses.






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Em 1914, eles são arrastados para o esforço de guerra, que curiosamente teve o efeito de unir negros e brancos não-colonos. Nesse ano, Blaise Diagne é o primeiro deputado negro na Assembleia Nacional Francesa. O Senegal participa de novo no esforço de guerra em 1940. 80.000 atiradores africanos, onde um grande número de senegaleses são enviados para a frente de combate.







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Na conferência de Brazzaville, em 1944, o General de Gaulle fala pela primeira vez da independência. A partir daí inicia-se o processo de descolonização. Em 1946 é votada a lei dita "Lamine Gueye", dando a cidadania francesa a todos os africanos do velho império. Ao mesmo tempo, Houphouet Boigny faz votar a supressão do trabalho forçado nas colónias.








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A Lei-quadro Deferre de 1957 divide a A.O.F em 8 estados e institui um executivo local no Senegal(e não federal como sugeria Senghor). Em 1958, o Senegal tornou-se numa república no seio da comunidade francesa. A capital é transferida de Saint Louis para Dakar. Léopold Sédar Senghor e Modibo Keita, opõem-se aquilo que chamam a " balcanização de África", a união do Senegal ao Sudão, no seio da Federação do Mali. A 25 de Agosto de 1960, uma segunda Constituição foi votada, L.S. Senghor é eleito Presidente da República Senegalesa que proclama a sua independência e é admitida na Organização das Nações Unidas(ONU).
 
A Independência
A Marcha Rumo á Independêcia

De todas as colónias francesas de África, é o Senegal que benefecia mais dos favores da administração metropolitana: a construção de estradas como rotas da África Negra; edificios, em Dakar tem o maior complexo universitário, instalações
portuárias modernas, e as primeiras indústrias. Metrópole política, administrativa, militar, económica, social e cultural da África Ocidental Francesa, Dakar assume um papel bem mais considerável do que uma simples capital da república.O seu poto
serve igualmente a Mauritânia, a Guiné, o Dahomey(Benim), o Mali, o Niger, o Alto-Volta(Burkina Faso) e mesmo a Costa do Marfim. Com o passar dos anos começa a aparecer uma tomada de posições e consciência nos povos do ultramar. Em Fevereiro de 1944, antes mesmo de cessarem os combates da Segunda Guerra Mundial, o General De Gaulle reuniu uma conferência em Brazzaville para estabelecer a nova política colonial da França.

Amadou Lamine-Gueye e Léopold Sédar Senghor
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A 22 de Agosto de 1945, uma ordenança estabelece que as eleições terão lugar no Ultramar com o dobro do colégio, que compreende, uma parte de cidadãos franceses e as suas quatro comunas, e outra parte os <indígenas>, é o mesmo que dizer os cidadãos do império. Em Novembro do mesmo ano, Amadou Lamine Guèye é eleito no primeiro colégio, Léopold Sédar Senghor, no segundo colégio. Os dois homens pertencem os dois ao Partido Socialista(S.F.I.O). A constituinte hesitou entre a assimilação total, como foi proferida pelos promotores da Conferência de Brazzaville, e a associação.
A 25 de Abril de 1946, um texto diz"Lei Lamine Guèye", estipula que << todos os residentes dos territórios do Ultramar tem a qualidade de cidadão com o mesmo título que os nacionais franceses da metrópole ou dos departamentos do Ultramar>>. A 27 de Outubro desse mesmo ano, a Constituição da IV Republica Francesa institui a União Francesa.
Nas eleições legislativas de 1946, Senghor e Lamine Guèye foram reeleitos. Amadou Lamine Guéye vai para Secretário de Estado da Presidência do Conselho do governo de Léon Blum. Dois deputados e dois senadores representam o Senegal no Parlamento Francês. Toda a evolução de tipo federalista estava interdita pois o Senegal fazia parte integrante da República Francesa.
Senghor cria o Bloco Democrático Senegalês
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Senghor, eleito sob a etiqueta socialista(S.F.I.O), não tarda a compreender que somente um partido autenticamente africano pode permitir dar resposta ás aspirações do povo. Rejeita o R.D.A, próximo dos comunistas, ele fundou em 1948, o Bloco Democrático Senegalês(B.D.S). Em 1951, nas eleições legislativas francesas, ele bate de longe o candidato do S.F.I.O Lamine Guèye. Os acontecimentos acleram-se. A Guerra da Indochina, o inicio da Guerra da Argélia, o imobilismo político francês no Ultramar, a independêncio dos antigos protectorados do Magrebe e os esforços de descolonização dos britânicos na África Ocidental incendeiam o clima. A partir de 1955, os partidos políticos senegaleses endurecem as suas posições.

Uma Lei-Quadro é votada pela Assembleia Nacional em 23 de Junho de 1956. Esta lei cria 8 repúblicas semi-autónomas na África Ocidental Francesa onde est´´a o Senegal. Ela instaura o sufrágio universal, estabelece uma Assembleia e um Conselho de Governo. A federção é colocada sob a autoridade de um alto comissário assistente de um Grande Conselho. A 28 de Setembro de
1958 teve lugar um referendo no qual todos os territórios da antiga A.O.F. - salvo a Guiné- aceitaram o estatuto de Estados membros de uma comunidade institucional onde eles permanecem solidários com a França: por 870.000 "SIM" contra 21.000 "Não", o Senegal aprova este projecto. Em 25 de Novembro de 1958, o Senegal torna-se numa república. Uma nova história começa. Ela
conduzirá dois anos mais tarde á Independência do Senegal.

Senegal : Terra de Estabilidade

Num continente acossado por golpes de estado e revoluções, o Senegal, fiel aos seus principios de democracia, permanece após 4 décadas a imagem de paz e de estabilidade. A democracia é uma velha ideia do país que, desde 15 de Abril de 1789,expediram para os Estados Gerais um << Caderno de Ideias>> e que depois, foi entregue a todos os representantes do Parlamento Françês.

Senghor Opõe-se á Balkanização
A república é proclamada em 1958, Léopold Sédar Senghor é um dos raros homens políticos a opôr-se ao que ele chamou<<a balkanização da África Ocidental>>. Em Dezembro de 1958, ele cria a Federação do Mali que reagrupa o Sudão(Mali), o Níger, o Alto-Volta(Burkina Faso) e o Senegal. Modibo Keita toma a presidência do governo e Senghor na cabeça da Assembleia Federal.
Algumas semanas mais tarde, o Niger e o Alto-Volta retiram-se. Em Dezembro de 1959, pela ocasião da reunião do Conselho Executivo da Comunidade Francesa de Saint Louis, Senhor exige solenemente ao General De Gaulle a independência do Mali. Ela é proclamada a 20 de Junho de 1960. Mas no seio do Mali, as divergências não tardaram a produzir-se.

A Federação do Mali e o Nascimento do Senegal
Os senegaleses sonhavam ter um sistema federal, agora que os sudaneses defendem uma concepção unitária.Na realidade, nas doutrinas, os dois estilos afrontam-se: entre eles os senegaleses, defensores de uma certa tradição parlamentar e de pluralismo, e os dirigentes sudaneses que preconizam estabelecer um regime de partido único e a instituição de uma economia de tipo socialista.
Durante o Verão de 1960, alarga-se um fosso entre os senegaleses e sudaneses. A querela surgida com a designação do Presidente da Federação serve de pretexto a uma ruptura. A 20 de Agosto de 1960, o Senegal proclama a sua independência, o
Sudão adopta a denominação de República do Mali e conserva a velha bandeira e o hino federal. Rompendo todas as ligações políticas com a França, os dirigentes sudaneses abandonam a Comunidade Francesa.
Os Inicios Agitados

Senghor tornou-se Presidente da República do Senegal e Mamadou Dia, Presidente do Conselho. Esta repartição de poderes não durou muito: a 17 de Dezembro de 1962, a crise estalou entre Mamadou Dia e Senghor num braço de ferro pelo poder, cada um afirmando ter esse direito. Senghor acabou por ganhar e Mamadou Dia foi detido, julgado no Supremo Tribunal de Justiça, acabando condenado á prisão perpétua.
Uma nova Constituição foi aprovada em 4 de março de 1963, por 99,4% dos votantes. Ela instituia um regime presidencial. Nas eleições legislativas de Fevereiro de 1963, a lista nacional da União Progressista Senegalesa(U.P.S.) teve um grande sucesso. Léopold Sésdar Senghor é reeleito triunfalmente para a Presidência da República.

A Abertura Democrática

De 1966 a 1974, a U.P.S. tinha absorvido os outros partidos, o Senegal tinha assim um regime de partido único. Fez com que em 1974, Abdoulaye Wade, professor de economia politíca e docente da Faculdade de Direito de Dakar, criasse um movimento de oposição: o Partido Democrático Senegalês.

Dois anos mais tarde, o presidente Senghor que promoveu a abertura democrática, consagrou oficialmente este alargamento modificando a Constituição. Ela autoriza agora que os três partidos "devem representar as seguintes linhas de pensamento:liberal e domcrático; socialista e democrático; comunista e marxista-leninista".

A U.P.S. no poder proclama-se " socialista e democrático ", o P.D.S. trabalhista declara-se como "liberal e democrático". E resta o espaço para os "comunistas e marxistas leninistas": o Partido Africano da Independência(P.A.I),semi-clandestino. Em 1979, uma nova reforma constitucional autoriza a formação de um novo partido, o MRS(Movimento Republicano Senegalês), que se declara como sendo conservador. O R.N.D. do professor Cheikh Diop.

Uma Partida em Beleza
A 1 de Janeiro de 1981, ao fim de 20 anos á frente do Senegal, o Presidente Senghor abandonou voluntáriamente o poder, coisa rara em África. Conforme a nova Constituição, Addou Diouf, Primeiro Ministro, sucedeu-o como Chefe de Estado. Ele autorizou a participação de todos os partidos políticos no governo da nação. Foi eleito em 1983.

Sopi
A crise economia alastrou. Um mote de ordem ançado por Abdoulaye Wade cristalizou todos os descontentamentos: sopi, que significa"mudança" em wolof. Este homem encarna este slogan e vê a sua popularidade crescer vertiginosamente. Após as eleições serem fortemente contestadas sobretudo nos meios urbanos e marcados por irregularidades provocaram uma explosão de cólera e viloentos motins. Numerosos edificios do governo foram saqueados. A juventude estudantil e parte da população manifestaram a sua frustação. O ano escolar foi declarado "branco" pois os licéus e a universidade de Dakar prolongaram uma greve radical durante muito tempo. Apesar das fraudes, a victória de Diouf é conduzido no cargo depois dos líderes da oposição serem levados para a prisão. Diouf mostrou e deu a conhecer que tinham votado maioritáriamente nele.

O SENEGAL E OS SEUS VIZINHOS

O Senegal rege-se a partir da fórmula do antigo presidente,"estabelecer com o mundo inteiro uma fonte de relações amigáveis".

Este pequeno país pacífico, sem ambiçoes terrotoriais, mostra-se muito activo no plano internacional. Membro da O.U.A.(Organização da Unidade Africana), o Senegal recebeu em 1992 a Organização da Conferência Islâmica(O.C.I.) que reúne os estados mulçumanos. Mantém excelentes relações com o Ocidente, como prova o envio em 1991 de tropas para a Árabia Saudita para participar na Guerra do Golfo. As suas forças armadas , se bem pouco importantes, tem a reputação de ser bem organizada e bem treinadas. As relações do Senegal com os seus vizinhos , após momentos dificeis , são nesta via de melhoria das relações.

As Relações Senegal-Mauritânia

Em 1990, uma onda de violência entre pastores-nómadas e agricultores sobre a água do rio Senegal revelou velhas querelas étnicas. A morte de um agricultor senegalês levou a represálias, o assalto aos armazéns dos maritanos em Dakar(onde os Mauritanos detém todo o comércio de retalho assim como em Saint-Louis) o que originou por sua vez o massacre de senegaleses em Nouakchott. Amplificados pela imprensa, estes acontecimentos deram origem a explusões mútuas de cidadãos dos dois países e tensões na fronteira. Em 1995, a fronteira foi reaberta e a situção voltou á calma, apesar do número de refugiados acampados ao longo do rio e dos problemas que surgem entre os Guarda-Costeiros mauritanos e os pescadores de Saint-louis que se aventuram um pouco mais longe no mar.

O conflito em Casamance e as relações com a Guiné-Bissau

A Guiné-Bissau desde á muito que serve de base para os independentistas de Casamance. Se o conflito não existe no terreno, as relações entre os dois países não tem sido as melhores; a Guiné-Bissau afirma oficialmente de que não dá apoio as independentistas de Casamance.

A Senegâmbia

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Como um enclave dentro do Senegal com uma abertura para o oceano, a Gâmbia fez figura na economia e política ao lado do seu vizinho Senegal. Este pequeno país que serve de ponto de entrada dos interesses anglo-saxónios na região, é também uma terra de intenso contrabando. Em 1981, o Presidente Jawara, apanhado por um golpe de estado, apela á ajuda do senegalese. Em 1982, os dois países decidiram formar uma federação. Em 1989, a Gâmbia, talvez pela forte presença militar senegalesa e por um projecto de integração económica, mete fim ao acordo com o Senegal. O Presidente Jawara foi mais uma vez confrontado alguns anos mais tarde por um jovem ocila de 29 anos Yaya Jammeh.

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