Dakar é fundada em 1857 por Pianet Laprade e dá á França o meio de controlar a costa. Os Diolas são vencidos em 1865. Não resta mais aos franceses que comprar Ziguinchor aos portugueses para exercer uma dominação práticamente total do Senegal.

Faidherbe decidiu a construção de uma linha de caminho-de-ferro entre Dakar e Saint Louis, para transportar o amendoim, mas para isso teve de enfrentae a oposição de Lat Dior. Este último foi morto e Cayor anexado anexado em 1896.

A partir de 1895 , a criação do governo geral fez do Senegal a sede da A.O.F(África Ocidental Francesa). Na época a produção de amendoim representa 70% das exportações. Saint Louis e Gorée perdem para Dakar o papel de capital da A.O.F. em 1902. A incompreensão entre franceses e senegaleses intensifica-se, agravada pela criação de um imposto em 1901. Esta medida destabiliza a economia e acentua a oposição dos senegaleses.

Em 1914, eles são arrastados para o esforço de guerra, que curiosamente teve o efeito de unir negros e brancos não-colonos. Nesse ano, Blaise Diagne é o primeiro deputado negro na Assembleia Nacional Francesa. O Senegal participa de novo no esforço de guerra em 1940. 80.000 atiradores africanos, onde um grande número de senegaleses são enviados para a frente de combate.

Na conferência de Brazzaville, em 1944, o General de Gaulle fala pela primeira vez da independência. A partir daí inicia-se o processo de descolonização. Em 1946 é votada a lei dita "Lamine Gueye", dando a cidadania francesa a todos os africanos do velho império. Ao mesmo tempo, Houphouet Boigny faz votar a supressão do trabalho forçado nas colónias.

A Lei-quadro Deferre de 1957 divide a A.O.F em 8 estados e institui um executivo local no Senegal(e não federal como sugeria Senghor). Em 1958, o Senegal tornou-se numa república no seio da comunidade francesa. A capital é transferida de Saint Louis para Dakar. Léopold Sédar Senghor e Modibo Keita, opõem-se aquilo que chamam a " balcanização de África", a união do Senegal ao Sudão, no seio da Federação do Mali. A 25 de Agosto de 1960, uma segunda Constituição foi votada, L.S. Senghor é eleito Presidente da República Senegalesa que proclama a sua independência e é admitida na Organização das Nações Unidas(ONU).
A IndependênciaA Marcha Rumo á Independêcia
De todas as colónias francesas de África, é o Senegal que benefecia mais dos favores da administração metropolitana: a construção de estradas como rotas da África Negra; edificios, em Dakar tem o maior complexo universitário, instalações
portuárias modernas, e as primeiras indústrias. Metrópole política, administrativa, militar, económica, social e cultural da África Ocidental Francesa, Dakar assume um papel bem mais considerável do que uma simples capital da república.O seu poto
serve igualmente a Mauritânia, a Guiné, o Dahomey(Benim), o Mali, o Niger, o Alto-Volta(Burkina Faso) e mesmo a Costa do Marfim. Com o passar dos anos começa a aparecer uma tomada de posições e consciência nos povos do ultramar. Em Fevereiro de 1944, antes mesmo de cessarem os combates da Segunda Guerra Mundial, o General De Gaulle reuniu uma conferência em Brazzaville para estabelecer a nova política colonial da França.
Amadou Lamine-Gueye e Léopold Sédar Senghor

A 22 de Agosto de 1945, uma ordenança estabelece que as eleições terão lugar no Ultramar com o dobro do colégio, que compreende, uma parte de cidadãos franceses e as suas quatro comunas, e outra parte os <indígenas>, é o mesmo que dizer os cidadãos do império. Em Novembro do mesmo ano, Amadou Lamine Guèye é eleito no primeiro colégio, Léopold Sédar Senghor, no segundo colégio. Os dois homens pertencem os dois ao Partido Socialista(S.F.I.O). A constituinte hesitou entre a assimilação total, como foi proferida pelos promotores da Conferência de Brazzaville, e a associação.
A 25 de Abril de 1946, um texto diz"Lei Lamine Guèye", estipula que << todos os residentes dos territórios do Ultramar tem a qualidade de cidadão com o mesmo título que os nacionais franceses da metrópole ou dos departamentos do Ultramar>>. A 27 de Outubro desse mesmo ano, a Constituição da IV Republica Francesa institui a União Francesa.
Nas eleições legislativas de 1946, Senghor e Lamine Guèye foram reeleitos. Amadou Lamine Guéye vai para Secretário de Estado da Presidência do Conselho do governo de Léon Blum. Dois deputados e dois senadores representam o Senegal no Parlamento Francês. Toda a evolução de tipo federalista estava interdita pois o Senegal fazia parte integrante da República Francesa.
Senghor cria o Bloco Democrático Senegalês

Senghor, eleito sob a etiqueta socialista(S.F.I.O), não tarda a compreender que somente um partido autenticamente africano pode permitir dar resposta ás aspirações do povo. Rejeita o R.D.A, próximo dos comunistas, ele fundou em 1948, o Bloco Democrático Senegalês(B.D.S). Em 1951, nas eleições legislativas francesas, ele bate de longe o candidato do S.F.I.O Lamine Guèye. Os acontecimentos acleram-se. A Guerra da Indochina, o inicio da Guerra da Argélia, o imobilismo político francês no Ultramar, a independêncio dos antigos protectorados do Magrebe e os esforços de descolonização dos britânicos na África Ocidental incendeiam o clima. A partir de 1955, os partidos políticos senegaleses endurecem as suas posições.
Uma Lei-Quadro é votada pela Assembleia Nacional em 23 de Junho de 1956. Esta lei cria 8 repúblicas semi-autónomas na África Ocidental Francesa onde est´´a o Senegal. Ela instaura o sufrágio universal, estabelece uma Assembleia e um Conselho de Governo. A federção é colocada sob a autoridade de um alto comissário assistente de um Grande Conselho. A 28 de Setembro de
1958 teve lugar um referendo no qual todos os territórios da antiga A.O.F. - salvo a Guiné- aceitaram o estatuto de Estados membros de uma comunidade institucional onde eles permanecem solidários com a França: por 870.000 "SIM" contra 21.000 "Não", o Senegal aprova este projecto. Em 25 de Novembro de 1958, o Senegal torna-se numa república. Uma nova história começa. Ela
conduzirá dois anos mais tarde á Independência do Senegal.
Senegal : Terra de Estabilidade
Num continente acossado por golpes de estado e revoluções, o Senegal, fiel aos seus principios de democracia, permanece após 4 décadas a imagem de paz e de estabilidade. A democracia é uma velha ideia do país que, desde 15 de Abril de 1789,expediram para os Estados Gerais um << Caderno de Ideias>> e que depois, foi entregue a todos os representantes do Parlamento Françês.
Senghor Opõe-se á Balkanização
A república é proclamada em 1958, Léopold Sédar Senghor é um dos raros homens políticos a opôr-se ao que ele chamou<<a balkanização da África Ocidental>>. Em Dezembro de 1958, ele cria a Federação do Mali que reagrupa o Sudão(Mali), o Níger, o Alto-Volta(Burkina Faso) e o Senegal. Modibo Keita toma a presidência do governo e Senghor na cabeça da Assembleia Federal.
Algumas semanas mais tarde, o Niger e o Alto-Volta retiram-se. Em Dezembro de 1959, pela ocasião da reunião do Conselho Executivo da Comunidade Francesa de Saint Louis, Senhor exige solenemente ao General De Gaulle a independência do Mali. Ela é proclamada a 20 de Junho de 1960. Mas no seio do Mali, as divergências não tardaram a produzir-se.
A Federação do Mali e o Nascimento do Senegal
Os senegaleses sonhavam ter um sistema federal, agora que os sudaneses defendem uma concepção unitária.Na realidade, nas doutrinas, os dois estilos afrontam-se: entre eles os senegaleses, defensores de uma certa tradição parlamentar e de pluralismo, e os dirigentes sudaneses que preconizam estabelecer um regime de partido único e a instituição de uma economia de tipo socialista.
Durante o Verão de 1960, alarga-se um fosso entre os senegaleses e sudaneses. A querela surgida com a designação do Presidente da Federação serve de pretexto a uma ruptura. A 20 de Agosto de 1960, o Senegal proclama a sua independência, o
Sudão adopta a denominação de República do Mali e conserva a velha bandeira e o hino federal. Rompendo todas as ligações políticas com a França, os dirigentes sudaneses abandonam a Comunidade Francesa.
Os Inicios Agitados
Senghor tornou-se Presidente da República do Senegal e Mamadou Dia, Presidente do Conselho. Esta repartição de poderes não durou muito: a 17 de Dezembro de 1962, a crise estalou entre Mamadou Dia e Senghor num braço de ferro pelo poder, cada um afirmando ter esse direito. Senghor acabou por ganhar e Mamadou Dia foi detido, julgado no Supremo Tribunal de Justiça, acabando condenado á prisão perpétua.
Uma nova Constituição foi aprovada em 4 de março de 1963, por 99,4% dos votantes. Ela instituia um regime presidencial. Nas eleições legislativas de Fevereiro de 1963, a lista nacional da União Progressista Senegalesa(U.P.S.) teve um grande sucesso. Léopold Sésdar Senghor é reeleito triunfalmente para a Presidência da República.
A Abertura Democrática
De 1966 a 1974, a U.P.S. tinha absorvido os outros partidos, o Senegal tinha assim um regime de partido único. Fez com que em 1974, Abdoulaye Wade, professor de economia politíca e docente da Faculdade de Direito de Dakar, criasse um movimento de oposição: o Partido Democrático Senegalês.
Dois anos mais tarde, o presidente Senghor que promoveu a abertura democrática, consagrou oficialmente este alargamento modificando a Constituição. Ela autoriza agora que os três partidos "devem representar as seguintes linhas de pensamento:liberal e domcrático; socialista e democrático; comunista e marxista-leninista".
A U.P.S. no poder proclama-se " socialista e democrático ", o P.D.S. trabalhista declara-se como "liberal e democrático". E resta o espaço para os "comunistas e marxistas leninistas": o Partido Africano da Independência(P.A.I),semi-clandestino. Em 1979, uma nova reforma constitucional autoriza a formação de um novo partido, o MRS(Movimento Republicano Senegalês), que se declara como sendo conservador. O R.N.D. do professor Cheikh Diop.
Uma Partida em Beleza
A 1 de Janeiro de 1981, ao fim de 20 anos á frente do Senegal, o Presidente Senghor abandonou voluntáriamente o poder, coisa rara em África. Conforme a nova Constituição, Addou Diouf, Primeiro Ministro, sucedeu-o como Chefe de Estado. Ele autorizou a participação de todos os partidos políticos no governo da nação. Foi eleito em 1983.
Sopi
A crise economia alastrou. Um mote de ordem ançado por Abdoulaye Wade cristalizou todos os descontentamentos: sopi, que significa"mudança" em wolof. Este homem encarna este slogan e vê a sua popularidade crescer vertiginosamente. Após as eleições serem fortemente contestadas sobretudo nos meios urbanos e marcados por irregularidades provocaram uma explosão de cólera e viloentos motins. Numerosos edificios do governo foram saqueados. A juventude estudantil e parte da população manifestaram a sua frustação. O ano escolar foi declarado "branco" pois os licéus e a universidade de Dakar prolongaram uma greve radical durante muito tempo. Apesar das fraudes, a victória de Diouf é conduzido no cargo depois dos líderes da oposição serem levados para a prisão. Diouf mostrou e deu a conhecer que tinham votado maioritáriamente nele.
O SENEGAL E OS SEUS VIZINHOS
O Senegal rege-se a partir da fórmula do antigo presidente,"estabelecer com o mundo inteiro uma fonte de relações amigáveis".
Este pequeno país pacífico, sem ambiçoes terrotoriais, mostra-se muito activo no plano internacional. Membro da O.U.A.(Organização da Unidade Africana), o Senegal recebeu em 1992 a Organização da Conferência Islâmica(O.C.I.) que reúne os estados mulçumanos. Mantém excelentes relações com o Ocidente, como prova o envio em 1991 de tropas para a Árabia Saudita para participar na Guerra do Golfo. As suas forças armadas , se bem pouco importantes, tem a reputação de ser bem organizada e bem treinadas. As relações do Senegal com os seus vizinhos , após momentos dificeis , são nesta via de melhoria das relações.
As Relações Senegal-Mauritânia
Em 1990, uma onda de violência entre pastores-nómadas e agricultores sobre a água do rio Senegal revelou velhas querelas étnicas. A morte de um agricultor senegalês levou a represálias, o assalto aos armazéns dos maritanos em Dakar(onde os Mauritanos detém todo o comércio de retalho assim como em Saint-Louis) o que originou por sua vez o massacre de senegaleses em Nouakchott. Amplificados pela imprensa, estes acontecimentos deram origem a explusões mútuas de cidadãos dos dois países e tensões na fronteira. Em 1995, a fronteira foi reaberta e a situção voltou á calma, apesar do número de refugiados acampados ao longo do rio e dos problemas que surgem entre os Guarda-Costeiros mauritanos e os pescadores de Saint-louis que se aventuram um pouco mais longe no mar.
O conflito em Casamance e as relações com a Guiné-Bissau
A Guiné-Bissau desde á muito que serve de base para os independentistas de Casamance. Se o conflito não existe no terreno, as relações entre os dois países não tem sido as melhores; a Guiné-Bissau afirma oficialmente de que não dá apoio as independentistas de Casamance.
A Senegâmbia

Como um enclave dentro do Senegal com uma abertura para o oceano, a Gâmbia fez figura na economia e política ao lado do seu vizinho Senegal. Este pequeno país que serve de ponto de entrada dos interesses anglo-saxónios na região, é também uma terra de intenso contrabando. Em 1981, o Presidente Jawara, apanhado por um golpe de estado, apela á ajuda do senegalese. Em 1982, os dois países decidiram formar uma federação. Em 1989, a Gâmbia, talvez pela forte presença militar senegalesa e por um projecto de integração económica, mete fim ao acordo com o Senegal. O Presidente Jawara foi mais uma vez confrontado alguns anos mais tarde por um jovem ocila de 29 anos Yaya Jammeh.