09 Setembro 2010 - 21:38:38
Solidariedade
Navegação
· Início

· Notícias
· Fórum
· Artigos
· Links

· História & Filosofia
· Arte & Cultura
· Ciência & Tecnologia
· Mundo Militar & Segurança
· Geografia & Etnologia
· Política & Direito
· Economia & Empresas
· Sociedade & Lazer
· Desporto
· Produções da Enciclopédia
· Portais Diversos

· Galeria de Fotos
· Enciclopédia TV
· Enciclopedia Music TV
· Enciclopedia Sports TV

· Publicidade
· Contacte-nos
Pesquisa
Últimos Artigos
· O que sinto por Monf...
· O ser Poeta
· Rua do Arco
· Alentejo Dourado
· Ser alentejano
· Familia
· As Contas com que o ...
· Eliseu Canôa - Poesia
· Eliseu da Costa Canôa
· Candy Dulfer
Destaques

SKMBT_C25010090417480SERDDADS.gif
Eliseu Canôa
"Minha Maneira
de Ser"

Euromilhões.com
PUB
Rússia assinala libertação de Auschwitz
História Moderna

230auchhhhs.jpgO diário pertence ao judeu Zalman Gradovski, que fazia parte de um "sonderkommando", equipa constituída por prisioneiros jovens e saudáveis que cremavam os restantes reclusos, conseguindo assim retardar o seu próprio extermínio.




Entre Dezembro de 1942 e Outubro de 1944, Gradovski tinha por tarefa limpar as câmaras de gás dos cadáveres, atirá-los para os fornos e limpar a cinza. O envenenamento dos prisioneiros era prerrogativa dos oficiais e soldados nazis.


“Querido leitor, nestas linhas encontrarás a expressão dos sofrimentos e desgraças que nós, filhos infelizes deste mundo, sofremos durante a nossa 'vida' neste inferno terrestre, chamado Auschwitz. Penso que o mundo já conhece bem este nome, mas ninguém saberá o que exactamente se passou aqui”, escreve Gradovski.


Segundo o autor, “trata-se de um lugar criado pelo poder de bandidos para exterminar o nosso povo e, parcialmente, outros”.


O diário é dedicado à sua esposa e mãe, duas irmãs, genro e sogro, todos assassinados nesse campo de concentração a 08 de Dezembro de 1942.


No capítulo “Caminho para a morte”, Gradovski transcreve as palavras dirigidas por uma das mulheres judias que iam ser cremadas a uma oficial nazi: “'Besta! Também vieste apreciar a nossa desgraça. Lembra-te disto! Tu também tens família, não terás muito tempo para te deliciar com os filhos. Serás despedaçada viva e o teu filho, tal como o meu, não viverá muito tempo. Lembra-te, pagarás por tudo, todo o mundo se irá vingar!' Ela cuspiu-lhe na cara e fugiu para a câmara com o filho. Os SS ficaram petrificados, sem fala, sem coragem de olharem nos olhos uns dos outros: eles ouviram a verdade grande, terrível, que lhes roía, cortava, queimava as almas animalescas..


Gradovski participou e foi abatido a tiro numa revolta de prisioneiros, deixando para a posteridade as últimas palavras: “Que o futuro nos dite a sentença com base nas minhas notas e que o mundo veja nelas uma gota, o mínimo da terrível e trágica luz da morte que nós vimos.”


O diário, escrito em hebraico, foi encontrado encontrado entre as cinzas do campo de concentração de Auschwitz pelos soldados soviéticos que nele entraram em 1945 e conservou-se até hoje no Museu de Medicina Militar de São Petersburgo.


O senador russo Vladimir Slutzker considerou, numa conferência dedicada ao 65º aniversário da libertação dos presos de Auschwitz, que “No Centro do Inferno” é o “documento central da catástrofe”, defendendo a sua tradução para outras línguas.


José Milhazes, da Agência Lusa

Comentários
Nenhum comentário foi enviado.
Enviar Comentário
Faça login para enviar comentários.
Avaliações
Avaliações estão disponíveis apenas para membros.

Faça login ou registre-se para avaliar.

Nenhuma Avaliação enviada.
PUB
Redes Sociais
Twitter Facebook Linkedin Youtube
vodpodggd.gif Clipboard01myspace.gif
logomaintwitpicsllalal.gif Clipboard01issu_hhhd.gif
openzine90.gif
Tradução
Entrar
Utilizador

Senha



Criar Registo

Recuperar Senha
Online
· Visitantes: 13

· Membros: 0

· Membros Registados: 450
· Último Membro: ANDA
Facebook
Tempo de processamento: 0.02 segundos 8,541,929 visitas únicas