Rali de Portugal arranca hoje Primeira super-especial ocorre no estádio Algarve

Arranca hoje, no Algarve, o Vodafone Rally de Portugal. Os melhores do mundo vão, até domingo, percorrer 180 quilómetros, divididos por três etapas, que marcam a quinta prova do mundial de ralis.
As atenções estão voltadas, este ano, para duas super-especiais marcadas para o estádio Algarve.

O relvado do estádio foi arrancado e no seu lugar foi construída uma pista com dois quilómetros, inspirada no Rali da Acrópole, que tinha uma etapa que passava pelo estádio olímpico de Atenas. Esta modificação está a aguçar a curiosidade do público e os bilhetes para as provas no estádio estão praticamente esgotados.
A super-especial de hoje começará às 18h00, sendo disputada aos pares. Cada corrida é realizada, em simultâneo, por dois automóveis que buscam o melhor tempo.
As super-especiais deverão trazer cerca de 28 mil pessoas ao autódromo improvisado, mas muitas outras poderão assistir à passagem das máquinas em 40 pontos dos 180 kms de troços espalhados pelo Algarve e baixo Alentejo
A organização quer fazer da prova uma espécie de festa. Assim, além dos automóveis e dos pilotos, o público vai ter direito a um "fun park" e a espectáculos de entrada livre com os da weasel e os the gift.
Em termos de impacto para a região, o evento, pela sua proximidade com a Páscoa, deverá provocar um acréscimo de quase 16 mil dormidas na hotelaria da zona. A estimativa é do centro de investigação em território e turismo, da universidade do Algarve. O mesmo estudo prevê, ainda, que em cada dia de prova, os visitantes gastem, no total, cerca de um milhão de euros.
À disposição do público, e de modo a facilitar os acessos ao estádio, a organização disponibilizou autocarros gratuitos e comboios especiais, que partem de Loulé e de Faro.
Pilotos como o finlandês Marcus Gronholm, em Ford Focus, líder do campeonato de pilotos, ou o tricampeão do Mundo e segundo classificado no mundial, o francês Sébastien Loeb, em Citroën C4, ou ainda o também finlandês, Mikko Hirvonen, em Ford Focus, terceiro, vão ser os principais protagonistas desta competição de abertura do Vodafone rally de Portugal.
Nos pilotos portugueses, o destaque vai para Armindo Araújo, campeão nacional em título e vencedor da prova em 2006, este ano ao volante de um Mitsubishi Lancer WRC.
A quinta etapa do mundial de ralis, em Portugal, acontece cinco anos depois da última prova internacional da especialidade, no país. Inicia-se hoje e prolonga-se até domingo, aquando da última super-especial no estádio Algarve.
Grupo Fiat lidera em vitórias no Rally de Portugal  FIAT 131 Abarth
Mesmo não vencendo há 15 anos, à conta dos históricos Lancia Delta e dos também saudosos FIAT 131 Abarth, os carros dos construtores italianos lideram no número de vitórias no Rally de Portugal.
Garantido está que, seja qual for o construtor a vencer a próxima edição do Vodafone Rally de Portugal, não irá ultrapassar a colecção de vitórias conquistadas quer pela Lancia (8), quer pela Fiat (6). A hegemonia das máquinas do grupo italiano sediado em Turim faz parte da história da prova maior dos ralis portugueses, que já leva 40 anos a rolar em terra, lama e, algum, asfalto.
Foi logo em 1968, na segunda edição do Rally de Portugal que a Lancia, com o britânico Tony Fall ao volante de um Fulvia HF, modelo que sairia novamente vitorioso, dois anos depois, com Simo Lampinen, o primeiro dos muitos finlandeses que já venceram a prova.
A década de 70 traria, contudo, a hegemonia de outra marca italiana ao Rally de Portugal. Em 1974 e 1975, deu cartas na prova o Abarth 124 Spyder, primeiro, com a vitória do italiano Rafaele Pinto, e no segundo ano, com a estreia como vencedor de Markku Alen, o finlandês que é único penta-campeão no rali português.
Foi aliás ao volante de outro Fiat – o 131 Abarth – que Markku Alen iria carimbar mais três vitórias, em 1977, 1978 e 1981. De permeio, refira-se que o modelo italiano deu ainda o único título na prova ao alemão, Walter Rohrl, em 1980.
No início da década de 80, a marca italiana tirou o pé do pedal. A Audi conseguiu um tri-campeonato com o seu Audi 4, e depois, os transalpinos voltaram à carga: Quem não se lembra do Lancia Delta, por cinco vezes vencedor do Rally de Portugal entre 1987 e 1992?

E foram estes os últimos anos de ouro dos motores italianos no maior rali português, com o inevitável Markku Alen a vencer o seu último título, em 1987, com o italiano Massimo Biasion, logo a seguir, a fazer o seu “tri” e, em 1992, com o finlandês Juha Kankkunen a sagrar-se campeão.
Depois, até aos dias de hoje, o Rally de Portugal foi assistindo à crescente importância dos modelos dos fabricantes japoneses, com a Toyota, Subaru e Mitsubishi a medirem forças.
No próximo fim-de-semana, saber-se-á qual o construtor que irá acrescentar mais um título à história do Rally de Portugal. As apostas mais firmes vão, como se adivinha, para a Subaru, Ford e Citroen, ainda que esta possa ser, poventura, a ordem inversa no nível de favoritismo.
Marcas vencedoras
Renault | 1967, 1971, 1973 e 1986 | | Lancia | 1968, 1970, 1976, 1987, 1988, 1989, 1990 e 1992 | | Citroen | 1969, 2003 e 2004 | | BMW | 1972 | | Fiat | 1974, 1975, 1977, 1978, 1980 e 1981 | | Ford | 1979, 1993 e 1999 | | Audo | 1982, 1983 e 1984 | | Peugeot | 1985 | | Toyota | 1991, 1994, 1996 e 2002 | | Subaru | 1995, 1998, 2000 e 2005 | | Mitsubishi | 1997, 2001 e 2006 |
Modelos vencedores
| Renault Gordini 1300 | 1967 | | Lancia Fulvia HF | 1968 e 1970 | | Citroen ID 20 | 1969 | | Renault Alpine | 1971 e 1973 | | BMW 2002 Ti | 1972 | | Fiat Abarth 124 Spyder | 1974 e 1975 | | Lancia Stratos HF | 1976 | | Fiat 131 Abarth | 1977, 1978, 1980 e 1981 | | Ford Escort RS | 1979 e 1993 | | Audi 4 | 1982, 1983 e 1984 | | Peugeot 205 T 16 | 1985 | | Renault 5 Turbo | 1986 | | Lancia Delta | 1987, 1988, 1989, 1990 e 1992 | | Toyota Celica | 1991, 1994 e 1996 | | Subaru Impreza | 1995, 1998, 2000 e 2005 | | Mitsubishi Lancer Evo | 1997, 2001 e 2006 | | Ford Focus | 1999 | | Toyota Corolla | 2002 | | Citroen Saxo | 2003 e 2004 |
Fonte: www.fpak.pt
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